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Guarda compartilhada e férias escolares: direitos dos pais e melhores práticas

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Guarda compartilhada: como organizar as férias escolares sem conflitos

Quando chegam as férias escolares, muitos pais que vivem sob o regime de guarda compartilhada ainda têm dúvidas, afinal, quem fica com a criança? Como dividir o tempo? O acordo precisa ser seguido à risca ou pode ser ajustado?

A guarda compartilhada exige diálogo, cooperação e, principalmente, foco no bem-estar da criança ou adolescente. Durante o período de férias, esse cuidado se torna ainda mais importante, já que a rotina muda, há mais tempo livre e ambos os genitores desejam aproveitar momentos especiais.

Neste artigo, você vai entender quais são os direitos dos pais durante as férias escolares, como deve funcionar essa divisão e quais são as melhores práticas para garantir um período tranquilo, organizado e saudável para o menor.

Tenha uma excelente leitura!

Como funciona a guarda compartilhada nas férias escolares?

A guarda compartilhada é o regime padrão determinado pela legislação brasileira desde 2014. Ela não significa que a criança ou o adolescente passará períodos iguais com cada genitor, mas sim que ambos participam ativamente das decisões da vida do filho, incluindo educação, saúde, rotina e convivência.

Nas férias, a dinâmica tende a mudar porque, geralmente, o tempo de convívio é maior. Por isso, é comum que o planejamento desse período esteja previsto em:

  • acordo entre os pais;
  • plano parental;
  • sentença judicial de regulamentação de visitas.

Quando existe um documento que define como serão as férias, este deve ser seguido.

Porém, se os pais concordarem em mudar a programação, seja por viagens, compromissos profissionais ou pedidos do próprio filho, não há problema em ajustar, desde que haja consenso.

Direitos dos pais durante as férias escolares

Mesmo nas férias, o princípio central continua o mesmo: a criança ou o adolescente deve ter convívio saudável com ambos os pais. 

Quando os genitores não se entendem, muitas vezes, o juiz determina uma divisão simples, como a primeira quinzena com um, e a segunda, com o outro.

Isso evita conflitos e garante previsibilidade para todos. Além disso, outros pontos devem ser considerados:

Direito de viajar com a criança

Viajar com o filho durante as férias é um direito de qualquer genitor, desde que:

  • a viagem esteja dentro do período designado de convivência;
  • haja comunicação prévia ao outro responsável;
  • em viagens internacionais, seja obtida autorização judicial ou assinatura do outro genitor, quando exigida.

É fundamental avisar com antecedência, compartilhar roteiro básico e garantir a segurança do menor.

Direito de solicitar ajustes no calendário

A guarda compartilhada é flexível desde que exista diálogo. Se o genitor tiver compromissos profissionais importantes ou se o filho tiver atividades planejadas, o calendário pode ser adaptado. 

O objetivo é sempre buscar o que traz conforto e estabilidade ao menor.

Melhores práticas para organizar as férias na guarda compartilhada

As férias são previsíveis, e isso facilita muito a organização familiar. Quanto mais cedo os pais conversarem, melhor. Um bom planejamento evita frustrações e garante que ambos os genitores possam curtir momentos de qualidade. Para isso:

Construa um calendário flexível

Mesmo quando há um acordo judicial, a vida real sempre traz imprevistos. Dessa forma, é importante ter flexibilidade, sem impor exigências desnecessárias ou criar atritos.

A regra é simples: equilíbrio + comunicação = férias tranquilas.

Priorize o interesse da criança ou do adolescente (sempre)

Embora os pais tenham direitos, quem deve ser prioridade é o filho. Alguns pontos importantes:

  • ouvir o que ele deseja;
  • respeitar sua rotina de descanso;
  • evitar atividades excessivas;
  • minimizar conflitos e críticas ao outro genitor.

Um filho emocionalmente seguro tem pais que cooperam, mesmo separados.

Mantenha comunicação respeitosa

A comunicação é o ponto central da guarda compartilhada. Durante as férias, vale reforçar algumas práticas:

  • use mensagens claras e objetivas;
  • registre combinados importantes por escrito;
  • evite discussões na frente do menor;
  • compartilhe informações essenciais, como saúde, horários e deslocamentos.

Permita contato com o outro genitor

Mesmo que a criança ou o adolescente esteja com um dos pais, tem-se direito de manter contato com o outro por meio de ligações, videochamadas ou mensagens.

Isso não tira autoridade do genitor responsável naquele momento, pelo contrário, mostra maturidade e inteligência emocional.

Evite disputas de “melhor programação”

É comum que alguns pais tentem “competir” nas férias, criando agendas lotadas, viagens caras ou atividades exageradas.

Mas a verdade é que o menor quer presença, não luxo. Simplicidade, atenção e escuta ativa têm muito mais impacto emocional do que qualquer viagem distante.

Férias felizes começam com pais organizados

A guarda compartilhada, quando bem conduzida, permite que o filho aproveite o melhor dos dois mundos, convivência equilibrada, experiências enriquecedoras e relações familiares saudáveis. Nas férias escolares, esse equilíbrio se torna ainda mais importante.

Planejamento, comunicação clara, respeito e foco no bem-estar da criança e do adolescente formam a combinação perfeita para um período tranquilo.

Quando os pais conseguem colocar o amor ao filho acima das diferenças pessoais, as férias deixam de ser um problema e passam a ser um momento de alegria, descanso e fortalecimento emocional.

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